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quarta-feira, março 14, 2012

Raízes recebe grupo da Embaixada Britânica

Na última sexta-feira, 09 de fevereiro, nas vésperas da chegada do príncipe Harry ao Complexo do Alemão, o Raízes em Movimento foi visitado por representantes da comitiva da Embaixada Britânica para, a principio, realizar uma troca de idéias entre artistas ingleses e brasileiros. Além de telas que foram pintadas por grafiteiros da instituição e da comunidade, em parceria com um inglês, houve troca de notas musicais entre um sambista local e o músico britânico que veio junto com esse grupo.

O calor castigou, mas nada impediu que o graffiti fosse feito no meio da rua provocando interação com os moradores, despertando curiosidades, principalmente no público mais jovem. Arte é assim mesmo, envolve e comunica, transborda informações e diálogos. Foi assim este dia no Raízes em Movimento, graffiti colorindo telas e a vida comunitária, pelo menos durante algumas horas e melodias improvisadas com samba e música popular inglesa.

Podem acreditar que este foi apenas um primeiro contato e que a partir daí podem surgir legados, articulação continuada para projetos futuros e intercambio artístico cultural e troca de conhecimentos. Muita coisa boa surgirá deste encontro.......

terça-feira, março 13, 2012

Nova sede do Raízes em Movimento está em ponto de ser inaugurada

Falta pouco para inaugurarmos nossa nova sede institucional. As obras estão a todo vapor, já está sendo construído o segundo pavimento e, assim que finalizar, o Raízes em Movimento terá sua “casa” pronta para receber seus parceiros, amigos e toda comunidade, nosso principal público alvo.

As expectativas são enormes, como afirma um dos diretores do Raízes, Alan Brum: “estamos ansiosos para iniciarmos, de fato, nossos projetos neste novo lugar, desejamos que a comunidade venha, participe e nos ajude a desenvolver nossas ações.”.


Estamos localizados na Avenida Central, 68 – Morro do Alemão
Complexo do Alemão - Rio de Janeiro - RJ
Cep: 21061-700

Contatos: 21 4106-5904
contato@raizesemmovimento.org.br

Acesse nossa página no Facebook e veja mais fotos da obra.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Voltando a adubar raízes locais




O Projeto Adubando Raízes Locais, patrocinado pela Petrobras, está de volta e já começamos com algumas ações previstas no projeto. Além da reforma da nova sede do Raízes em Movimento, foi dado o primeiro passo para compor o quadro de universitários participantes, peça importante no processo, afinal eles são os condutores dos diálogos nas frentes (eixos de ação) do projeto.

Esta conversa inicial se deu junto a um grupo de estudantes que participaram da primeira fase do Adubando (2010), e abriu espaço para outros interessados em participar nesta nova etapa que terá mais dois anos de atividades em quatro frentes de trabalhos que visam unicamente o desenvolvimento dos participantes. São elas:

1. Pesquisa

2. Educação

3. Empreendedorismo Econômico

4. Empreendedorismo Social










O Adubando Raízes Locais trabalhará com 10 jovens universitários moradores do Complexo do Alemão, 20 estudantes de duas escolas da rede pública do entorno, 20 empreendedores de pequenos negócios e 15 atores sociais que atuam no Alemão.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Seminário aborda políticas públicas e favela

O Projeto “Universidade Favela” chega ao fim e realizará o seminário “Políticas Públicas e o Direito à Segurança Pública nos Espaços de Favela” para apresentar resultados e confraternizar com os participantes e convidados.

Data: 28 de Janeiro de 2012, sábado.

Horário: 09h às 17h.

Local: Centro de Artes da Maré.

Rua Bittencourt Sampaio, 181 – Nova Holanda (próximo à Avenida Brasil).

As Inscrições começam no dia 18 de Janeiro e vão até o dia 22 de Janeiro e podem ser feitas pela Internet. http://goo.gl/R0Dhj ou na sede da Redes da Maré.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

De volta à nossas Raízes

O Instituto Raízes em Movimento começa um novo momento com a chegada de 2012, enfim com uma sede própria. Agora teremos um local com a nossa cara e acreditamos que rendera bons frutos, nossa nova "casa" está localizada na Avenida Central, no morro do Alemão. No momento estamos reformando o espaço, para recebermos da melhor forma nosso público e toda comunidade.

Desmontagem na antiga sede


















Equipe de obras trabalhando na nova sede

















Acompanhem as informações.


Juntos, de volta as nossas Raízes.


Fotos: Maycom Brum e Helcimar Lopes

sábado, dezembro 10, 2011

Sobre o destino de mais de R$ 1 bilhão no Alemão

“A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Alerj vai entrar com representação nos Tribunais de Contas do Estado (TCE) e da União (TCU) para que seja averiguado o destino de R$ 750 milhões em recursos públicos federais e estaduais no Complexo do Alemão desde 2008, além dos anunciados R$ 500 milhões municipais. A Comissão também vai convocar os secretários de Assistência Social e Direitos Humanos, de Obras e da Casa Civil a prestar esclarecimentos sobre as condições em que se dá a intervenção do poder público na comunidade da Zona Norte. Embora convidadas, essas autoridades não compareceram à audiência pública que a Comissão de DH realizou, na sexta-feira (2/12), no auditório da Escola Estadual Jornalista Tim Lopes, no Alemão.

“Temos o dever de questionar o papel do Estado em um ano de militarização do Complexo. Quem determina as prioridades das obras? Há instrumentos legítimos de participação popular? Quem é o centro de referência neste debate? Parece que são as empreiteiras e não o poder público, muito menos a população”, afirmou Marcelo Freixo, após ouvir o relato de Alan Brum, membro do Comitê de Desenvolvimento da Serra da Misericórdia e presidente do Movimento Raízes em Movimento.

Matéria publicada originalmente no site do Deputado Marcelo Freixo.

quarta-feira, novembro 30, 2011

Audiência Pública no Complexo do Alemão sobre um ano de ocupação militar no território

A ocupação militar dos Complexos do Alemão e da Penha completou um ano na última segunda-feira (28/11). Para fazer um balanço sobre essa realidade, a Comissão de Direitos Humanos da Alerj realizará, no dia 2/12, as 09h30 da manhã, uma audiência pública no próprio Complexo do Alemão.

Foram convocados o Ministério Público Federal, a secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, a secretaria de Segurança Pública, a Casa Civil, o Comitê de Desenvolvimento Local da Serra da Misericórdia, a OAB-RJ e a Justiça Global.

O encontro será no Colégio Estadual Jornalista Tim Lopes, que fica na Rua Itararé, 690 - Complexo do Alemão.

terça-feira, novembro 29, 2011

Mutirão Ecológico pela Serra da Misericórdia

A ONG Verdejar desenvolve mensalmente um Mutirão Ecológico pela preservação e manutenção da última área verde da Zona Norte, a APARU (Área de Proteção Ambiental e Recuperação Urbana), localizada na Serra da Misericórdia.

As próximas atividades do Mutirão estão agendadas para os dias 02, 03 e 04 de dezembro (convite abaixo).

Participe!

Clique na imagem para ampliar

terça-feira, janeiro 11, 2011

Ministra da Cultura visita o Complexo do Alemão

Raízes em Movimento recebe comitiva do MinC e conversam sobre Ponto de Cultura

Foto: Bruno Itan

Em sua primeira viagem oficial, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, visitou, na manhã desta segunda-feira (10), três comunidades do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Acompanhada pelo vice-governador e secretário de Obras do estado, Luiz Fernando Pezão, e pela secretária estadual de Cultura do Rio, Adriana Rattes, a ministra conheceu os trabalhos desenvolvidos nos Pontos de Cultura Raízes em Movimento, nas proximidades da Grota , e Oca dos Curumins, na Alvorada. Na ocasião, Ana de Hollanda e a secretária estadual de Cultura assinaram convênio com o Ponto de Cultura Oca dos Curumins, que atua há 25 anos no local.

Foto: Maycom Brum
“Existem 300 Pontos de Cultura no Rio de Janeiro e estamos trabalhando para dar continuidade a eles. No momento, existe um grupo fazendo estudo aprofundado nas questões sobre estes equipamentos e o Complexo do Alemão está recebendo atenção especial”, afirmou a ministra.

Foto: Bruno Itan

Após conhecer trabalhos de artesanato, teatro e capoeira das comunidades, a ministra Ana de Hollanda visitou o teleférico construído no alto do morro do Alemão, na comunidade Fazendinha – “um novo cartão postal do Rio de Janeiro”, segundo o vice-governador do estado, Luiz Fernando Pezão. No local, soldados do exército monitoram o movimento de cada uma das 14 comunidades da região. Em breve, o local estará aberto à visitação de turistas.

Para o Coronel Antonio Manoel de Barros, responsável pelas ações no teleférico da Fazendinha, a criação de centros de lazer nas estações que estão sendo construídas são fundamentais: “A cultura é um armamento muito mais poderoso que este fuzil”, afirmou.


Leia a matéria na íntegra no portal do MinC

(Texto: Jean Souza, Comunicação Social/MinC)
(Edição de imagem: Marina Ofugi, Ygor Bernardes, Ascom/MinC)
(Fotos: André Gomes de Melo)

sexta-feira, novembro 12, 2010

A Fundação Casa de Rui Barbosa, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, promove a série História e Culturas Urbanas. Neste ano, as palestras têm como foco o espaço urbano, ocupação e planejamento.

A série de palestras pretende discutir sob o ponto-de-vista dos diversos agentes envolvidos o impacto nas comunidades afetadas e na cidade em geral da implantação em favelas cariocas das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

No dia 23 de novembro, às 18 horas, será apresentada a palestra As UPPs e a imprensa, ministrada pelos jornalistas Chico Otávio (O Globo) e Leslie Leitão (O Dia).

A entrada é franca.

Fundação Casa de Rui Barbosa
Rua São Clemente, 134
Botafogo 22260-000
Rio de Janeiro, RJ
Tel.: 21.3289-4600

quarta-feira, outubro 27, 2010

Comunicação Crítica: assim que se faz

A Escola Popular de Comunicação Crítica (Espocc) oferece a jovens e adultos, moradores de espaços populares do Rio de Janeiro, acesso a diferentes linguagens, conceitos e técnicas na área da comunicação. O objetivo é formar esses estudantes como comunicadores cidadãos e multiplicadores desse conhecimento, prepará-los para a inserção no mercado de trabalho e contribuir para que eles exerçam a sua cidadania de forma plena.

Nos cursos da Espocc, o aluno recebe um diploma de extensão universitária. A UFF e a UFRJ são parceiras da escola. Além das universidades, o Canal Futura, o Sindicato dos Jornalistas, o AfroReggae, entre outros, integram a parceria. A escola formou a sua primeira turma no fim de 2006. Em 2008 novas turmas se iniciaram em Nova Iguaçu, em parceria com a Prefeitura. No ano de 2010, três turmas se formaram em Vitória-ES, uma parceria do Observatório com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana (Semsu). Nesta última edição o curso formou jovens no módulo Mídias Digitais.

A formação é pautada por exercícios práticos e pela elaboração experimental de produtos em comunicação. Uma das principais intenções da Espocc é incentivar que os seus alunos organizem em suas respectivas comunidades núcleos de comunicação e cultura, que venham a produzir informações e representações locais.


Clique aqui para baixar o Edital em PDF


sexta-feira, outubro 22, 2010

Meio Ambiente em pauta


O Ibase promove nos dias 25 e 26 dois debates com a participação de Maria da Conceição Tavares e Leonardo Boff. Os dois discutem se desenvolvimento e meio ambiente são compatíveis. O evento "Desenvolvimento e Meio Ambiente: Conciliáveis?" ocorre na segunda-feira, 25, na UERJ, e na terça, 26, no campus da Praia Vermelha da UFRJ.

Os debates têm o apoio da UERJ, do Instituto de Economia da UFRJ, do Fórum de Ciência e Cultura e do Movimentos Humanos Direitos (MHuD).

Os locais dos debates são:

UERJ
Segunda, 25 de outubro
Av. São Francisco Xavier, 524, 9° andar
Auditório 91

UFRJ
Terça, 26 de outubro
Fórum de Ciência e Cultura - Salão Dourado
Av. Pauster, 250 2° andar

Mais informações:

Av. Rio Branco, nº 124, 8º andar - Centro - Rio de Janeiro - CEP 20040-916 - Telefone: (21) 2178-9400

quarta-feira, outubro 20, 2010

Debate e Meio Ambiente

Participemos do debate: A Dragagem dos Canais do
Fundão e do Cunha
e os Impactos Socioambientais na Su-bacia do Cunha

Sabemos dos graves prejuizos e riscos à saude que sofrem as
comunidades de Manguinhos decorrentes da associação das chuvas com
assoreamento dos rios Jacaré, Faria Timbó e Canal do Cunha

A participação de todos é fundamental para que as obras e politicas
publicas sejam integradas e efetivas na Sub-bacia do Cunha.

O evento ocorrerá no próximo dia 22 (sábado) na sede da Fiocruz.

Bullying pode começar em casa, diz cartilha do CNJ

Cartilha do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com dicas para o combate ao bullying nas escolas, lançada nesta quarta-feira (20) em Brasília, afirma que, muitas vezes, o fenômeno começa em casa. A escola é apontada como corresponsável nos casos de violência.

Baixe a cartilha

Segundo o texto, de autoria da psiquiatra, Ana Beatriz Barbosa Silva, o exemplo dos pais é fundamental para a atitude que os filhos terão em relação aos colegas. "Os pais, muitas vezes, não questionam suas próprias condutas e valores, eximindo-se da responsabilidade de educadores", diz o texto.

Fonte G1

Leia a matéria na íntegra

segunda-feira, julho 26, 2010

Juventude pela Inclusão


INCLUI MAIS 7

Você gostaria de integrar o grupo Os Inclusos e os Sisos?

Participar do Programa Juventude pela Inclusão?


A Escola de Gente – Comunicação em Inclusão abre inscrições para jovens artistas interessados(as) em integrar o grupo Os Inclusos e os Sisos – Teatro de Mobilização pela Diversidade, um projeto de arte e transformação social formado em 2003.

Poderão participar da seleção jovens artistas com afinidade para comédia e interesse por interpretação, dramaturgia e direção teatral.

Leia as instruções abaixo e faça a sua inscrição até o dia 6 de agosto de 2010. Boa sorte!

Pré-requisitos para concorrer:

1) Idade entre 16 a 23 anos;

2) Disponibilidade e compromisso para viagens;

3) Disponibilidade e compromisso para participar de oficinas de estudo e formação continuada durante a semana ou nos finais de semana;

4) Morar no Rio de Janeiro ou Grande Rio;

5) Interesse e compromisso em disseminar conteúdos de inclusão por meio da arte;

6) Caso seja selecionado, é imprescindível a sua presença nos encontros de capacitação nos dias 31 de agosto (tarde e noite), 1 e 2 de setembro o dia inteiro e dia 3 até o meio dia.

Critérios de seleção:

1) Vocação para comédia;

2) Indicação de um trabalho artístico de qualidade do qual tenha participado ou esteja participando.

Acessibilidade

Se você possui alguma deficiência e necessita de material específico para realizar a inscrição e o teste, entre em contato com a Escola de Gente através do e-mail ou pelo telefone 2483-1780. A ficha de inscrição já contempla perguntas nessa direção, mas a Escola de Gente deseja garantir ao máximo que nos for possível o seu direito de participar do teste.

Sobre o grupo

Criado no ano de 2003 pela Escola de Gente – Comunicação em Inclusão, com então alunos(as) de Artes Cênicas da UNIRIO, o grupo Os Inclusos e os Sisos – Teatro de Mobilização pela Diversidade, desperta platéias para a causa da inclusão através do teatro – sobretudo da comédia. Dirigido por Diego Molina e composto pelos atores Bruno Perlatto, Fábio Nunes, Letícia Lima, Marcos Nauer, Tatá Werneck e Victor Albuquerque, já percorreu 14 estados de todas as regiões do Brasil, somando um público de mais de 30 mil pessoas.

Parte do repertório do grupo, a peça Ninguém mais vai ser bonzinho estreou no dia 3 de dezembro de 2007, no Rio de Janeiro, com o patrocínio da Oi e apoio da Lei Rouanet. Pela primeira vez no teatro brasileiro um espetáculo disponibilizava ao público, simultaneamente, diversos recursos de acessibilidade na comunicação. Com texto supervisionado pelo dramaturgo Bosco Brasil, Ninguém mais vai ser bonzinho foi um dos destaques no Festival de Londrina (FILO) em 2009.

Em janeiro deste ano, a Escola de Gente lançou o Livro de Atividades Os Inclusos e os Sisos – Teatro de Mobilização pela Diversidade, um livro de arte que conta a trajetória do grupo. Para ter acesso a essa e a outras publicações da Escola de Gente, clique no link http://www.escoladegente.org.br/publicacoes.php

Sobre a Escola de Gente

http://www.escoladegente.org.br/cenario.php

Mais informações em www.escoladegente.org.br

terça-feira, julho 20, 2010

Adubando Raízes Locais inicia seu processo com empreendedores locais

por David Amen

Fotos Maycon Wandré

Na última quinta-feira (15) o Instituto Raízes em Movimento promoveu um debate importante que abordou os temas Economia Solidária e Cadeias Produtivas. Este foi o primeiro passo para formação de pequenos negociantes do Complexo do Alemão que participarão do projeto Adubando Raízes Locais. Paulo Magalhães da Caixa Econômica e Mônica Santos, do Grupo Arteiras do Borel, deram o tom das discussões para um grupo de, aproximadamente, 40 pessoas. "Quando Paulo fala de marca, eu entendo como identidade, e tudo que a gente faz, devemos imprimir nossa identidade", opina Mônica, logo no inicio de sua apresentação.







O 1º Seminário de Formação e Fortalecimento de Empreendedores do Complexo do Alemão trouxe uma série de questões esclarecedoras sobre a verdadeira face de como trabalhar de maneira “informal” ao ponto de fortalecer a geração de renda e economia local a partir do incentivo a formação de redes e cadeias produtivas dentro da comunidade que deve entrar num ciclo de geração de empregos e não de “procuradores de emprego”, como defende Paulo Magalhães, “o mais importante são os empresários locais como os senhores (se referindo ao público), pessoas que levam a frente e fazem o dinamismo econômico da localidade.”, conclui.

Esta é a principal estratégia para trabalhar Economia Solidária dentro de um espaço repleto de potenciais empreendedores como o Alemão possui, portanto é necessário, primeiramente, “se consolidar uma Marca do Complexo do Alemão”, criar um referencial de uma cadeia produtiva e sustentável e elos de distribuição de produtos e serviços. Outro ponto fundamental é o processo de capacitação deste pessoal que empreende, “para a gente empreender, precisamos nos capacitar, entender o que estamos nos propondo a fazer...queremos que comprem nossos produtos porque são de qualidade, porque somos bons no que fazemos”, argumenta Mônica.

O Projeto Adubando Raízes Locais trabalhará diretamente com 36 empreendimentos de pequeno porte do complexo do Alemão, prestando serviços de assessorias nas mais diversas áreas que envolvam gestão de negócios, além de ter ações voltadas para pesquisas comunitárias com 12 universitários e formação de jovens a partir da parceira com escolas públicas da região.

quarta-feira, junho 16, 2010

Lançamento do livro "O que é a favela, afinal?"

Pensar a questão da favela de modo amplo, crítico e inovador foi o que incentivou o Observatório de Favelas a produzir o livro “O que é a favela, afinal?”, que será lançado no próximo dia 18 de junho, na sede da instituição. O lançamento, marcado para às 16 horas, vai contar também com debate sobre o tema com alguns dos autores da obra.

Organizado a partir do seminário “O que é a favela, afinal?” realizado em agosto de 2009 por conta das comemorações do oitavo aniversário do Observatório de Favelas, o livro acumula uma diversidade de experiências e olhares e materializa um desejo de se compartilhar ideias e vivências em contraponto aos paradigmas que sustentam leituras hegemônicas sobre o fenômeno da favela.

A publicação reúne artigos de 10 pesquisadores do tema “favela”: Fernando Cavallieri (Instituto Pereira Passos), Maria Lais Pereira da Silva (Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFF), Gerônimo Leitão (Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFF), Laura Machado de Mello Bueno (PUC Campinas), Marcelo Baumann Burgos (PUC Rio de Janeiro), Linda Gondim (Laboratório de Estudos da Cidade da UFC), Cristovão Duarte (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ), Rosana Denaldi (Consultora do Ministério das Cidades em São Paulo) e Pedro Strozemberg (Pesquisador do ISER).

Além dos artigos, o livro conta também como foi o seminário – que teve duração de dois dias – e apresenta a declaração “O que é a favela, afinal?”, elaborada pelo Observatório de Favelas a partir das diferentes ideias e dos debates realizados durante o seminário.


Publicado no portal do Observatório de Favelas

terça-feira, junho 08, 2010

É hora de produzir cinema

Estão abertas até o dia 30 de junho as inscrições para o Festival Visões Periféricas 2010. Este ano o festival que chega a sua 4ª edição realiza quatro mostras competitivas (Visorama, Fronteiras Imaginárias, Tamonjuntoemisturado e Imagens Remix) e ainda duas mostras temáticas (Cinema da Gema e Periferia Animada). Para as competitivas serão distribuídos 16 mil reais em prêmios. As mostras serão exibidas em salas de cinema e também na internet.

O festival também segue com a mostra internacional Ibero-americana que irá reunir filmes realizados em contexto de formação em audiovisual em escolas, cursos e oficinas localizados nos países dessa região. Os realizadores interessados em se inscrever devem ler atentamente o regulamento e escolher a opção de mostra em que melhor se encaixa a sua obra. O Festival Visões Periféricas 2010 será realizado no mês de outubro com data e local a serem divulgados em breve pela Organização do evento. Conta com o patrocínio da Oi e da Petrobras.

sexta-feira, abril 16, 2010

Forte chuva mata mais de 180 e governador do Rio culpa moradores pobres das Favelas

por Ricardo Moura

Maycom Brum












As fortes chuvas desta semana, como todos já sabem, trouxeram desespero, dor e tristeza para a população carioca. O que muitos não sabem é que os moradores das favelas cariocas e fluminenses atingidas pelas últimas chuvas, mas uma vez são culpados, desta vez por ficarem desabrigados. Já não bastasse a declaração que as mulheres negras das favelas deveriam ser esterilizadas, pois são fabricas de bandidos, o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, reafirma seu preconceito, sua política e seu caráter.

De acordo com o governador a culpa das mortes é da irresponsável ocupação desordenada de áreas irregulares das encostas. Por isso, diz ele: “eu quero construir muros nas favelas, para impedir sua expansão. Veja onde estão as mortes. São os mais pobres que morrem, por isso, temos que ser cada vez mais duros na disciplina da ocupação do solo urbano, com aparato da polícia. Já falei com os prefeitos: contem com o Governo do Estado!" (entrevista Globonews 07/4/2010 por volta das 12h30).

Tal declaração seria vergonhosa se não fosse fascista. O descaso, a omissão o autoritarismo do Governador Sérgio Cabral e também do prefeito Eduardo Paes em relação à população pobre que mora em favelas é total. O descaso torna-se ainda mais grave quando chuvas torrenciais com essas, que acabaram com casas, mobiliários e o pior com muitas vidas, continuam a vitimar a população pobre da favela. Uma tragédia anunciada, mas o que o governador faz é culpar a população pobre que vive nas áreas de risco. Em nota de esclarecimento o Comitê de Mobilização e Solidariedade das Favelas de Niterói, diz: “Nossa dor está sendo usada para legitimar os projetos de remoção e retirar o nosso direito à cidade”

Pac ou Pacote?

Na sexta feira dia 09 de abril aproximadamente 200 moradores do Complexo do Alemão fizeram uma manifestação pacífica na estrada do Itararé em frente à favela da Grota. O objetivo foi mostrar que as obras do PAC são uma ilusão “é para inglês ver” reclama dona Albertina que teve sua casa inundada pelas chuvas. “A minha casa nunca encheu, agora depois dessas obras de fachada (referindo-se ao PAC) ela vive enchendo”, emenda.

Muitos moradores perderam suas casas e estão desabrigados. As favelas mais atingidas foram o Morro da Esperança (Pedra do Sapo), Canitar e Parque Everest onde a situação é de desespero e desolação. Alguns moradores estão acampados na Vila Olímpica, outros a procura de um lugar para dormir e todos aguardando uma atitude por parte do poder público.

O Comitê de Desenvolvimento Local da Serra da Misericórdia (CDLSM) já havia chamado atenção para os problemas referentes a moradias em locais de risco de desabamento. “No dia 12 de novembro de 2009 demos entrada no ofício de nº 1/2009 protocolado junto à Secretaria Geral da Presidência do Brasil, a Presidência da Caixa Econômica, ao Governo do Estado e Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro com cópia para os Ministérios público Estadual e Federal, mas até agora não recebemos resposta, enfatiza Edson Gomes.

Onde estão as autoridades?

Renato Tutsis















Neste exato momento (dia 09/04 às 16h) recebi um telefonema da D. Ana moradora e presidente da Associação do Parque Everest aqui no Complexo do Alemão me dizendo que a situação é dramática. “Os vizinhos se ajudam mutuamente, muitas casas inundadas, muita lama, pessoas ficando doentes, um prédio preste a cair. A situação é triste”. Na semana passada a chuva derrubou o muro do Clube que faz divisa formando um corredor com a favela, um morador morreu e muitos perderam tudo. “Dessa vez foi pior meu filho. Já não sei mais o que fazer” desespera-se.

De acordo com os moradores do Parque Everest os manda-chuva do PAC só prometem. “Eles já vieram aqui um monte de vezes, mas até agora nada. Eles querem que aconteçam mais uma desgraça” diz Laila Marcos. Somente agora o Parque Everest foi incluído como uma das 13 favelas pertencentes ao Complexo do Alemão e com a promessa de que esta favela seria incluída nas obras do PAC. “Já falamos com todo mundo diversas vezes. O presidente da EMOP Sr. Ícaro nos garantiu que até fevereiro seríamos removidos para o aluguel social, mas até agora só promessa”.

Os responsáveis do estado nas obras do PAC no Alemão (Canteiro Social), segundo moradores, pediram calma reafirmando que a situação seria resolvida. “Calma? Eles devem estar de brincadeira. Acho que as autoridades - o governador, o prefeito e esses oportunistas deveriam dormir aqui uma noite para sentir na pele o que é morar num lugar desabando, completamente desumano. Até os animais tem onde morar,” desabafa Leila Marcos.

De acordo com Regina Brito O Vice-governador Luiz Pezão afirmou que resolveria o problema da população do Parque Everest. “Ele nos recebeu em seu gabinete e falou para ficarmos tranqüilo, pois até 08 de abril a situação do povo do Parque Everest seria resolvida. Hoje é dia 10”, lembrou Regina.

Pelo visto a política do descaso, da retórica e da promessa continua. A vida de moradores pobres de favelas para o governador e o prefeito do Rio de Janeiro (Sérgio Cabral e Eduardo Paz) não passa de números. “De setembro para cá vejam quantas datas foram dadas para resolver nosso problema. Daqui a pouco eles vêm aqui para colar cartazes, faixas, fazer promessas e pedir votos (referindo-se as eleições deste ano)”, indigna-se Elizabeth Batista.

sexta-feira, abril 09, 2010

Moradores revoltados protestam contra obras do PAC

por David Amen
Foto: Maycom Brum


Moradores do Complexo do Alemão se reuniram, de forma pacífica, na Estrada do Itararé (altura da Grota) para protestarem contra o “descaso do PAC” que, segundo relatos, “não está atendendo as verdadeiras necessidades da comunidade”, principalmente os casos de residências em áreas de riscos de desabamentos. Na última terça-feira (06 / abr) algumas casas vieram à baixo, no Morro da Esperança (Pedra do Sapo) por conta da quantidade de chuva ocorrida neste dia e, na Canitar, muitos esgotos a céu aberto transbordaram lavando a população ao desespero.

Faixas com frases de efeito contra as obras do PAC eram expostas por cerca de 200 pessoas que participavam do evento e reivindicavam por atenção às famílias que perderam tudo com os deslizamentos conseqüentes das chuvas desta semana. A avaliação dos manifestantes era única “o PAC está fazendo uma obra de fachada, o que eles fizeram foi destruir a nossa rua. O que a gente quer é que o estado ou a prefeitura dê uma solução para nosso problema”, argumenta, moradora da Grota, Marta da Rocha Martins.

“Eu perdi tudo e estou no abrigo improvisado na Vila Olímpica”, afirma um morador da comunidade da Jaqueira (Pedra do Sapo). Estas pessoas não encontraram outra maneira de expor seus problemas a não ser parando trânsito e expondo para aqueles que passavam toda insatisfação com o descaso do governo. Mas, mesmo indignados, não tomaram nenhum atitude irracional e foram para a rua, pacificamente, para brigarem por seus direitos como defende o Pastor Demétrio Martins: “nós estamos fazendo um protesto pacífico, se não resolver nossa situação, tentaremos parar as obras do PAC. Sem arrumar confusão, sem quebrar nada, estamos aqui correndo atrás dos nossos direitos”.